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O ESTOICISMO, O PÓRTICO E A STOA: Um pórtico (porticus, em latim) numa cidade grega ou romana da Antiguidade era um passeio coberto, com um teto sustentado por colunas. Os pórticos, originalmente construídos ao redor dos templos para que os devotos se encontrassem e conversassem, passaram, com o tempo, a ser independentes de modo a atenderem a todas as necessidades da vida pública à qual os gregos e romanos se dedicavam intensamente. Muitos destes pórticos eram construídos ao longo dos locais de assembleia (ágoras), e eram extremamente luxuosos, com esculturas e obras de arte dos mais famosos artistas. Na maioria dos pórticos havia assentos que eram assiduamente frequentados pela intelectualidade de então, que aí entabulavam suas conversações. A escola estoica deve seu nome ao fato de que seu fundador, Zenão de Cítio, reunia-se com seus discípulos numa stoa (a palavra grega para “pórtico”), mais exatamente na Poikele stoa, o pórtico pintado de Atenas, que continha pinturas de famosos artistas.

O grande Paternon, localizado na Acrópole de Atenas é um exemplo de uma construção com pórticos. A titulo de curiosidade também podemos dizer que há um paralelismo entre os pórticos e a ontologia estoica: ambos são extremamente ordenados e simétricos, ou seja, tudo está em seu perfeito lugar.

 
 
 
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